
Leituras curtas, com a fonte de cada número à vista.
Cultura de consumo, marca e economia criativa, com as fontes à mostra. O que não cabe num report e não deveria esperar um trimestre.
Todo número aqui tem instituição, ano e link.
Os reports são pesquisa longa, trimestral, com metodologia declarada. Os artigos são o outro ritmo da casa: uma tese por vez, entre mil e oitocentas e duas mil e oitocentas palavras, com dado, fonte e ano em cada afirmação.
Cada artigo é assinado por uma pessoa da direção da casa e traz no fim a data da última revisão. Quando um número muda, o artigo muda junto.

O prêmio de preço existe e está medido, mas para árvore, luz e selo: 5,6% a 7,8% de aluguel a mais com vegetação de rua em Nova York, segundo Yang, 2021.

Para 2024 o GWI publicou US$ 548,4 bi em novembro de 2025 e US$ 711 bi em maio de 2026, com outra definição de setor e a série inteira refeita.

O GWI estima em US$ 73,0 bilhões a porção de sono do bem-estar mental em 2024. Dentro da hotelaria, não publica um único número de receita ou programa.

O IBGE conta 65.346 empresas de condicionamento físico no Brasil em 2024. A maior companhia do setor tem 984 unidades. Uma empresa não é um mercado.

Único setor do bem-estar global que encolheu em 2024, o wellness corporativo tem dois ensaios randomizados grandes e nenhum retorno econômico detectado.

Curitiba tem 71,29 pontos no IPS Brasil 2026, a maior nota entre as capitais. E cinco números diferentes de área verde por habitante, todos municipais.

Suplemento é dispensado de registro e não tem contagem pública no Brasil. Já as alegações do rótulo se restringem à lista fechada do Anexo V da IN 28/2018.

O Brasil é o 3º maior mercado de beleza do mundo, com US$ 37,4 bilhões em 2024 segundo a Euromonitor, e o documento do setor não publica faturamento em real.

No ano-base 2023, 27 dos 45 municípios que declararam água mineral em balneário estão no Sul, e eles somam 8,80% do volume. O ativo do Sul não é volume.

Entre 2015 e 2024, só 19,7% dos pedidos de patente de preparação cosmética no INPI tinham depositante exclusivamente brasileiro, e nenhuma IG é de cosmético.

Os onze setores de bem-estar do GWI somam US$ 6.916,4 bilhões em 2024 contra um total publicado de US$ 6.763,6 bilhões. O medidor não publica a matriz.

A Smart Fit declara que 69% das aberturas de 2025 ficaram em shoppings, centros comerciais, hipermercados e supermercados. Localização, não tendência.

O IBGE publica 30,1% de adultos ativos no lazer e 40,3% de insuficientemente ativos na PNS 2019. Mesma pesquisa, mesmo ano, e os dois não se somam.

O turismo de bem-estar cresceu 13,8% no mundo em 2024 e o Brasil saiu do top 20. O último valor publicado é de 2022, US$ 3 bilhões, trigésimo lugar.

Não existe indicador de mercado mundial de retiros. Existe a conta na página de vendas: oito operadores, preço de tabela, vaga e noite, coletados em 18/08/2026.

O GWI estima meditação e atenção plena em US$ 7,1 bilhões no mundo em 2024. Só a publicidade digital brasileira somou R$ 37,9 bilhões no mesmo ano.

A economia do bem-estar somou US$ 6,76 trilhões em 2024, repartidos em onze setores. Uma só organização mede esse número, e ela promove o setor que mede.

O GWI estima em US$ 125,40 bilhões a economia brasileira de bem-estar em 2024. O número depende de população, de câmbio e de quem paga a pesquisa por país.

Não existe rubrica de bem-estar no orçamento brasileiro. A família gastou R$ 302,06 por mês com assistência à saúde e R$ 136,82 com higiene, na POF do IBGE.

O GWI estima o setor de spas em US$ 157,4 bilhões em 2024. Accor, Hyatt e IHG não publicam uma linha financeira de spa. Onde o dinheiro aparece.

O Brasil é o 8º maior mercado de termas do mundo, com US$ 1,30 bilhão em 2024. Quanto cada estado produz de água mineral, a ANM parou de publicar em série.

O capítulo 71 do Comex Stat testado posição por posição, com ouro separado de pedra. A hipótese de que a gema volta lapidada não sobrevive. A joia de ouro que o Brasil compra vale 43,0% mais por quilo que a que vende.

Não existe censo de family office no Brasil. Existe estatística de private banking, de gestor de patrimônio e uma pesquisa do UBS. Juntas, elas derrubam a tese de que a próxima geração ficou de fora da sala.

A contagem oficial das indicações geográficas brasileiras, a diferença entre as duas figuras jurídicas e o que acontece depois do registro. Um único nome brasileiro consta no registro europeu.

O Paraná emprega mais gente na fabricação de móveis do que qualquer estado exceto São Paulo, e é apenas o quarto em valor exportado. A diferença está no preço do quilo: US$ 1,84 contra US$ 2,50 de Santa Catarina.

Na proporção, Curitiba emprega em atividades criativas uma vez e meia a média brasileira. Entre as 27 capitais fica em sétimo, atrás de Porto Alegre. O que distingue a cidade é a composição da cena.

O termo boutique não existe na lei brasileira nem nas marcas registradas dos três maiores grupos hoteleiros. O que existe é contrato, padrão e uma conta difícil de fechar.

A definição acadêmica de comunidade de marca é de 2001 e exige ritual. O que os arquivamentos na SEC mostram sobre retenção, custo permanente e o que acontece quando a marca decepciona quem entrou.

O que é sinal fraco, como distinguir sinal de ruído com um teste que você pode aplicar sozinho, e por que previsão de tendência erra com tanta regularidade.

A escassez digital do luxo é um mito confortável. Os arquivamentos públicos mostram gasto e canal crescendo. O que muda de lugar é o controle: canal proprietário contra canal de plataforma.

Marcas de mobiliário e de material de construção vendem para quem especifica e para quem paga. O que o dado do IBGE, os 10-K das fabricantes abertas e o código de ética do CAU dizem sobre esse conflito.

Sem evento e sem hotel: o que uma empresa comunica involuntariamente quando recebe um cliente para uma reunião comum, por que essa camada não aparece no organograma, e o que o dado público sustenta.

Como saber se o problema é de marca antes de contratar alguém para resolvê-lo, e, se for, se é de identidade ou de posicionamento. Com Wipo, IBGE, SEC e NBER.

O que sustenta uma grade de conteúdo não é ideia, é orçamento recorrente. Os arquivamentos públicos mostram uma linha de marketing que não encolhe com a escala e um preço de distribuição que sobe por decisão alheia.

O recorte da Firjan sobre o profissional criativo empregado fora dos setores criativos, cruzado com a Pesquisa de Inovação do IBGE por atividade, e o teste da hipótese de que raridade vira prêmio.

A decisão de ir ao Salone del Mobile lida como orçamento: o que a feira publica, o que ela não publica, e o que a exportação brasileira para a Europa mostra sobre o retorno.

O que acontece depois que o report existe: quem lê, que decisão ele muda e como saber se funcionou. Com dado primário dos 10-K da SEC e um teste de noventa dias que dispensa comprar report.

Um briefing é um documento de especificação. A engenharia tem quarenta anos de dado sobre o custo de corrigir tarde. O lado criativo não lê, e paga a conta assim mesmo.

A frota náutica brasileira de lazer é registrada pela Marinha e não é divulgada em série pública. O que resta para dimensionar o setor é comércio exterior, cadastro de empresas do IBGE e balanço de fabricante listado.

O perfil do comprador náutico não tem série pública de idade ou renda. O que os balanços auditados mostram é outra coisa: a migração da posse integral para clube, assinatura, barco usado e economia de serviço.

Clube náutico e entidade desportiva náutica são categorias cadastradas pela Marinha, não figuras informais. O que o associativismo medido pelo IBGE e o calendário de regatas revelam sobre onde o mercado náutico acontece.

O evento a bordo é regulado antes de ser produzido. Lotação, tripulação, autorização prévia da Capitania e seguro obrigatório definem quantas pessoas embarcam e quanto custa cada uma delas.

Contando o Registro Aeronáutico Brasileiro em vez de repetir superlativo, a frota executiva é menor e mais velha do que se diz. E a parte do setor que cresce é a que nunca decola.

A conta de quem opera o solo da aviação executiva, aberta em fonte primária: composição de receita nos balanços da SEC, tarifa de pátio da Infraero e preço de QAV da ANP.

O Brasil declarou 8.855.395 relógios de pulso importados em 2025, a US$ 14,80 de média. Só 16.481 eram suíços de corda automática. O que os números mostram sobre canal, preço e a tese de classe de ativo.

Ninguém compra o segundo relógio sozinho é afirmação sem dado público. Verificável é outra coisa: a definição de colecionar, o efeito do grupo sobre bens duráveis e onde a receita de relação aparece no balanço.

O excesso de tela criou demanda por presença física. O que os dados de Ofcom, Pew, Cetic.br, UFI e Ubrafe sustentam, e os dois números famosos do tema que não resistem à checagem.

O design da região ganhou museu, leilão e curadoria própria na última década. O comércio exterior conta outra história: US$ 8 bilhões de bens criativos em 2022, contra US$ 713 bilhões no mundo.

Firjan e IBGE medem a economia criativa brasileira e chegam a direções opostas. O que cada instituição conta, por que PIB e faturamento não são sinônimos, e o que de fato cresceu entre 2004 e 2023.

O espaço deixou de ser ponto de venda e virou canal da marca. O que muda na conta, quem é a audiência real e por que tratar showroom como mídia sem medir retorno sai caro.

A riqueza brasileira fora das capitais existe e é mensurável, mas não está se movendo na velocidade que o mercado imagina. O que o dado municipal sustenta, e o que ele não sustenta.

Curadoria virou palavra para qualquer seleção. O artigo delimita o termo, separa curadoria de recomendação algorítmica e de sortimento, e mostra o que o mercado paga quando paga pela escolha de outro.

O Brasil registrou 67 bens imateriais no Iphan e 164 indicações geográficas no INPI. Em 2025 exportou US$ 359,9 mil em cestaria e importou US$ 16 milhões. A distância entre reconhecimento e receita.

Metade dos bens declarados no Brasil pertence a quem não mora em capital. O que esse comprador tem, como decide e por que o modelo de atendimento das marcas de alto padrão não chega até ele.

A tiragem de jornal caiu 72% em seis anos e o impresso ainda responde por 91% da receita das editoras de livro. São três mercados diferentes com o mesmo nome, e um deles não tem série estatística.

O artesanato brasileiro entrou no circuito de galeria e leilão. O que muda no preço, quem fica com a margem, o que a lei ainda não protege e o número de R$ 50 bilhões que não resiste à checagem.

Os experimentos controlados sobre IA e produtividade mostram um achado incômodo: o ganho se concentra em quem entregava menos. O que isso faz com o preço do trabalho criativo, e como usar IA sem virar a média.

Quem recebe, o que se oferece primeiro, o que se lembra da última visita e como se despede. Hospitalidade como sistema operacional de marca, com dados do IBGE, do FOHB e de três balanços auditados.

Uma definição do termo, a separação entre AI Overview, chatbot com busca ao vivo e treinamento de modelo, e um guia do que publicar para ser citado. Com os números do único experimento acadêmico do assunto.

O IBGE mede o uso do tempo no Brasil e o resultado desmonta a versão fácil da tese: o tempo livre é desigual por sexo antes de ser desigual por renda. O que isso muda para quem promete devolver tempo.

Dez por cento das pessoas já usam chatbots de IA para notícia a cada semana, e só quatro por cento clicam na fonte. O que isso faz com uma marca que era descoberta por navegação, e por que a busca tradicional não morreu.

Os dois termos são tratados como sinônimos e não são. Um muda o código de reconhecimento do objeto. O outro muda o que está sendo vendido. Um quadro comparativo e o que os balanços das casas de luxo mostram.

Um artigo sobre decisão de projeto e cadeia de suprimento. O que muda quando um escritório troca material importado por pedra e madeira brasileiras, e por que o dado ainda não confirma a substituição.

Como funciona um clube por convite, por que a restrição de entrada produz confiança e onde o modelo quebra, segundo os arquivamentos da única grande empresa de clubes que já teve ação em bolsa.

O que muda quando uma empresa decide narrar o próprio território. Os 34 nomes brasileiros contra os 346 europeus, o café que sai verde e a companhia que declara o próprio vale como fator de risco.

Um comparativo de agência, consultoria e casa criativa escrito do ponto de vista de quem contrata: modelos de remuneração, subcontratação medida pelo IBGE e o checklist antes de assinar.

O escritório de arquitetura é uma marca que se recusa a agir como tal. Antes de culpar a falta de branding pelo honorário, o dado do IBGE e do Censo do CAU aponta para fragmentação, oferta e preço ancorado.

O McKinsey Design Index e o dmi:Design Value Index são correlações produzidas por quem vende design. O que uma empresa consegue acompanhar está noutro lugar: numa linha de despesa nomeada e num registro com data.

Método operacional do encontro por convite: como montar a lista por afinidade em vez de hierarquia, o que se pergunta na mesa, quanto custa por decisor e os cinco indicadores que a empresa mede sozinha.

O que as demonstrações auditadas de quatorze incorporadoras brasileiras de capital aberto revelam sobre posicionamento, preço por metro quadrado e distrato no mercado de alto padrão.

O que a Pesquisa de Inovação do IBGE revela sobre o que de fato trava a inovação na empresa brasileira, o que a literatura mede sobre segurança psicológica e seis decisões de direção.

O que a Pesquisa Anual de Serviços do IBGE e os balanços de redes listadas na SEC mostram sobre onde a marca entra na conta de um restaurante, e o que acontece com ela quando depende de uma pessoa só.

Por que informação documentada sobre um objeto muda o que a pessoa aceita pagar por ele, o que o experimento Significant Objects prova e o que ele não prova, e cinco testes para a narrativa de uma marca.

Por que capital relacional é ativo gerenciável e não networking: a evidência sobre laços fracos, o que entra e o que não entra no registro de pessoas, e a base legal exigida pela LGPD.

O stand de vendas não morreu: ficou insuficiente. A despesa para vender subiu de 7,31% para 8,87% da receita no médio e alto padrão, e as unidades vendidas caíram 19,54%.

Como o trabalho criativo se organiza por dentro: as fases do Double Diamond, a evidência medida de que gerar alternativas em paralelo funciona melhor, e o mecanismo que faz mudar o escopo custar caro.

O gasto migrou do bem para o acontecimento, mas o bolo não cresceu: mudou a ordem de prioridade dentro dele. Os números do Brasil e as três ressalvas que quase ninguém faz.

A definição da categoria, com número: por que o termo precisou existir, o que uma casa faz que um fornecedor não faz, e os cinco sinais que separam uma da outra.

O valor saiu do objeto e foi morar no acesso. O que os números de 2025 mostram e por que o deslocamento favorece quem produz no Brasil.
Quando a tese não cabe em duas mil palavras.
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