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Piscina de pedra rústica com vapor subindo da água, bica de latão vertendo um fio e haste com disco flutuador
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termas e águas minerais, o ativo esquecido

O Brasil é oitavo do mundo num setor cujo insumo registra desde 1945 e cuja produção deixou de contar.

por Marcus Yabe · publicado em · atualizado em · leitura de 10 minutos

Termas são estabelecimentos comerciais que exploram águas de propriedades especiais para uso recreativo, de bem-estar ou terapêutico, e formam o setor em que o Brasil aparece em oitavo lugar no mundo pelo Global Wellness Institute. Em 2024 as termas brasileiras somaram US$ 1,30 bilhão, segundo o instituto. Quanto de água mineral cada estado brasileiro produz, o Estado brasileiro deixou de publicar em série.

As duas frases são do mesmo país e do mesmo ano. A primeira vem de uma entidade privada que mede onze setores de bem-estar no mundo. A segunda, da apuração feita em 18 de agosto de 2026 nos sistemas da Agência Nacional de Mineração, que registra cada fonte de água mineral do país desde 1945.

O país é oitavo do mundo num setor cujo insumo registra há oitenta e um anos e cuja produção parou de contar em publicação corrente. Nenhuma fonte pública brasileira publica tamanho ou tendência desse setor, e quem quiser provar qualquer dos dois depende de estimativa de terceiro.

Por que o Brasil é o oitavo maior mercado de termas do mundo

O Global Wellness Institute estima em US$ 71,7 bilhões a receita mundial de termas e fontes minerais em 2024, distribuída por 31.386 estabelecimentos em 130 países. O Brasil aparece em oitavo lugar, com US$ 1,30 bilhão, à frente de Áustria, Espanha, França e Suíça. É a terceira melhor colocação brasileira entre os onze setores medidos.

O relatório cita o Brasil nominalmente quatro vezes no capítulo. Duas são favoráveis: uma põe o país entre Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Islândia, onde os negócios de fontes termais tiveram, no texto literal, um ano recorde em 2024, com receitas muito acima do nível pré-pandemia; outra o inclui entre os de maior atividade de investimento e novas aberturas. A terceira o lista entre os principais mercados do setor. A quarta corta na direção contrária: o instituto escreve que a depreciação cambial suprimiu o tamanho e o crescimento do Brasil em dólar, ao lado de Rússia, Hungria e Coreia do Sul.

A posição não é de agora. Em release do instituto de maio de 2024, com ano-base 2022, as termas brasileiras já apareciam em oitavo lugar, com US$ 810 milhões, e o mesmo release põe o país em quinto em beleza e cuidados pessoais e em sexto em alimentação saudável. O valor subiu para US$ 1,30 bilhão e a posição não mudou, mas o instituto revisou a série de 2019 a 2023 na edição de 2025, e as duas safras não são diretamente comparáveis. O Brasil cresce 8,0% ao ano entre 2019 e 2024.

Posição em 2024PaísReceita, US$ bilhões
1China21,39
2Japão13,56
3Alemanha8,51
4Rússia5,33
5Itália1,95
6Hungria1,57
7Estados Unidos1,47
8Brasil1,30

O setor cresceu 11,1% de 2023 para 2024, variação de um ano só. A taxa média de 2019 a 2024 é de 1,7% ao ano, a segunda mais baixa dos onze setores, atrás apenas de bem-estar corporativo, com 0,7%. Publicar os 11,1% sem o intervalo inverte o sentido do dado.

A explicação está no mesmo capítulo e favorece o Brasil. Retirando China, Japão e Europa, o setor cresceu 6,5% ao ano desde 2019 e chegou a 137% do nível pré-pandemia, contra 109% do agregado mundial. O Brasil está no bloco que cresce, não no que estagnou.

US$ 1,30 bi
Receita das termas e fontes minerais do Brasil em 2024, oitavo maior valor do mundo.
Global Wellness Institute, Monitor 2025, dados de 2024
1,7% ao ano
Crescimento médio mundial do setor de termas entre 2019 e 2024, o segundo menor entre os onze setores de bem-estar medidos.
Global Wellness Institute, Monitor 2025, dados de 2024
45
Municípios brasileiros que declararam uso de água mineral em balneário, em nove estados, no ano-base 2023.
ANM, produção por município, ano-base 2023

O que o Global Wellness Institute conta quando conta termas

A definição publicada pelo instituto é de estabelecimentos comerciais com receita associada ao uso de águas de propriedades especiais, incluindo água termal, água mineral e água do mar. Fonte sem instalação construída ou sem cobrança fica fora. Estabelecimento que usa água aquecida artificialmente, e não água termal de origem natural, também fica fora.

O escopo da receita é mais largo do que o nome sugere. O instituto conta a receita total do estabelecimento: banho, spa e tratamento, demais atividades recreativas, alimentos e bebidas, hospedagem e outros serviços. Não é a receita da água. É a receita de tudo o que se vende em volta dela.

A contagem de estabelecimentos existe por região e não por país. Em 2024 são 22.715 na Ásia-Pacífico, 6.536 na Europa, 1.189 na América Latina e Caribe, 472 no Oriente Médio e Norte da África, 406 na América do Norte e 68 na África Subsaariana. A única exceção nominal é o Japão, com 17.200 onsen estimados, ou 55% de todos os estabelecimentos do mundo.

O instituto publica quanto o Brasil fatura e não publica quantas termas o país tem.

O relatório descreve o balneário latino-americano como parque aquático, não como termalismo

A passagem mais importante do capítulo, para quem opera no Brasil, é a que descreve os estabelecimentos sem serviço de spa. O texto os define como instalações tipicamente recreativas e de banho, e cita como exemplo as piscinas termais e os parques aquáticos comuns na América Latina, ao lado da maioria dos onsen japoneses e das piscinas termais islandesas.

Na mesma página, o instituto escreve que onde o banho termal é feito apenas por recreação, lazer e bem-estar geral não existe sobreposição entre o setor de termas e o de spas. A consequência é comercial: o modelo latino-americano, no qual o Brasil está, é descrito como parque aquático termal, não como termalismo terapêutico.

A diferença aparece no dinheiro. Dentro do setor de spas, o subtipo de spa de água termal ou mineral movimentou US$ 7,04 bilhões em 2024, em 9.309 estabelecimentos no mundo, e cresceu 2,6% ao ano entre 2019 e 2024. Em muitos países europeus, registra o instituto no capítulo de medicina tradicional e complementar, essas terapias são prescritas pelo sistema de saúde e reembolsáveis para certas populações e condições.

É a mesma água em duas categorias contábeis. Uma entra na conta do instituto como estabelecimento recreativo de banho; a outra entra também no setor de spas. Que efeito isso tem sobre preço e permanência no Brasil, nenhuma fonte pública mede. Mas é do primeiro modelo que virão as comparações internacionais aplicadas ao país.

No Brasil, água mineral e água termal são figuras jurídicas distintas

O Código de Águas Minerais, Decreto-Lei nº 7.841, de 8 de agosto de 1945, continua sendo a norma que classifica e regula a água mineral no país. Seu artigo 1º define água mineral pela composição química ou por propriedades físicas distintas das águas comuns, com características que lhe confiram ação medicamentosa. Temperatura não entra nessa definição.

A temperatura entra em outro artigo. O artigo 36 classifica as fontes em cinco faixas: frias, abaixo de 25 graus, hipotermais, entre 25 e 33, mesotermais, entre 33 e 36, isotermais, entre 36 e 38, e hipertermais, acima de 38. O próprio Código trata as figuras como distintas: o artigo 12 fala em fontes de água mineral, termal ou gasosa.

A norma vigente mais recente confirma a separação. A Resolução ANM nº 193, de 27 de dezembro de 2024, publicada no Diário Oficial da União de 30 de dezembro de 2024, consolida as especificações técnicas para o aproveitamento das águas minerais e potáveis de mesa. A palavra termal aparece no texto apenas dentro das definições gerais de aquífero, captação e contaminantes. Nenhum artigo estabelece especificação própria para água termal.

O selo regulatório brasileiro é o da água mineral, ligado à composição. O atributo que sustenta a experiência de uma terma é a temperatura, e ela não tem enquadramento próprio na norma consolidada de 2024. Quem vende banho quente vende o que o regulador descreve de passagem.

Onde o Estado guardou o número da água, e o que devolve erro

A apuração da amano percorreu os endereços da Agência Nacional de Mineração em 18 de agosto de 2026 e encontrou um sistema de publicação partido. A página que anuncia a produção de água mineral por município responde, e o arquivo que ela indica não existe. A planilha existe, com outro nome, dentro do procedimento de repartição da CFEM.

Endereço consultado em 18/08/2026O que deveria trazerResposta
Página "ANM divulga dados de produção mineral por município"anúncio da planilha de água mineral200
Arquivo 2-prod-bruta-por-municipio-agua-mineral.xls, linkado nessa páginaprodução por município404
Arquivo producao_agua.xlsx, em Apuração de Municípios Afetados 2024produção por município, ano-base 2023200
Sumário Mineral Brasileiro 2019 a 2024, capítulo Água Mineralanálise anual da substância404
Sumário Mineral 2025, ano-base 2024análise anual da substância200, sem capítulo de água mineral
SIGMINE, consulta de processos por substância, fase e unidade da federaçãoconcessões ativas por estado403
app.anm.gov.br/dadosabertosbases abertas da agência404
sistemas.anm.gov.br, relatórios de arrecadação da CFEMarrecadação por substânciaconexão recusada

O Sumário Mineral 2025, com ano-base 2024, tem 87 páginas e um índice de dezoito substâncias: alumínio, cobalto, cobre, cromo, estanho, ferro, fosfato, grafita, lítio, manganês, nióbio, níquel, ouro, potássio, terras raras, titânio, vanádio e zinco. As expressões água mineral, termal e balneário não aparecem uma única vez no documento inteiro. A última edição do Sumário com capítulo de água mineral é a de 2018, com ano-base 2017.

É o mesmo padrão que a amano encontrou no mercado náutico brasileiro, onde a Marinha registra cada embarcação de recreio e não publica a frota. Registrar e publicar são operações diferentes.

O que a planilha achada diz, e por que ela não fecha

A planilha producao_agua.xlsx traz 460 linhas, ano-base 2023, com estado, município, substância, tipo de uso e volume em litros. É o recorte por unidade da federação mais recente que a agência publicou. Ela não está na seção de economia mineral: está anexada ao procedimento de apuração dos municípios afetados pela compensação financeira.

No ano-base 2023, 45 municípios de nove estados declararam uso de água mineral em balneário, somando 1,247 trilhão de litros. A distribuição é extrema. Mato Grosso do Sul responde por 86,32% do volume declarado em 2023, todo ele num único município, Paranaíba. O Paraná vem em segundo, com 8,50%, quase tudo em Foz do Iguaçu. Goiás aparece com 4,79%.

No Sumário Mineral Brasileiro 2018, com ano-base 2017, os balneários declararam 82,2 bilhões de litros em 83 concessões, com Goiás concentrando 92,7% do volume, Santa Catarina 2,5%, São Paulo 2,0%, Mato Grosso do Sul 1,4% e Paraná 1,3%. Do ano-base 2017 ao de 2023, Goiás cai de 92,7% para 4,79% e o Mato Grosso do Sul sobe de 1,4% para 86,32%.

Nenhuma economia se move assim. O que se moveu foi a declaração. O volume de Paranaíba no ano-base 2023 é exatamente 1.077.000.000.000 de litros, redondo até a quarta casa significativa, e equivale, por cálculo da amano, a uma vazão contínua de 34.151 litros por segundo o ano inteiro. Isso não descreve um balneário. Descreve um formulário.

Os dados de 2023 vêm da planilha da ANM de produção mineral bruta por município, com informações disponíveis até 15 de agosto de 2024. A própria agência registra na planilha que, devido ao caráter declaratório, as informações podem conter inconsistências. A base é o Relatório Anual de Lavra entregue pelo titular da concessão, não uma medição do órgão. Ela informa volume, e não informa receita, emprego, visitantes nem preço.

A inconsistência aparece também no envase. A planilha registra 159,3 bilhões de litros de água mineral engarrafada no ano-base 2023, contra 8,44 bilhões de litros no ano-base 2017 do Sumário Mineral. São dezenove vezes mais em seis anos, num mercado de consumo que não multiplicou por dezenove. As duas séries não são comparáveis, e nenhuma é auditada.

Vale registrar o que sobrevive à ressalva. Caldas Novas, o nome que qualquer brasileiro associa a termas, aparece com 7,07 bilhões de litros no ano-base 2023, ou 0,57% do volume declarado em balneário, atrás de Rio Quente, com 36,50 bilhões, e de Itajá, com 14,88 bilhões. Volume de água não é medida de economia termal, e o setor segue sem uma que seja.

O Estado reconhece a prática, e não conta a prática

Termalismo social e crenoterapia integram formalmente a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS. Entraram como observatório pela Portaria GM/MS nº 971, de 3 de maio de 2006, e passaram a prática institucionalizada pela Portaria GM/MS nº 702, de 21 de março de 2018. A terceira edição da política, de 2026, descreve as duas no item 2.3.28.

O Ministério da Saúde define crenoterapia como prática terapêutica que usa águas minerais com propriedades medicinais, de modo preventivo ou curativo, em complemento a outros tratamentos.

O reconhecimento existe e a contagem não. A mesma publicação informa 7.177.678 procedimentos de práticas integrativas registrados em 2023, 8.790.552 em 2024 e 10.071.944 em 2025, com presença em 87,3% dos municípios em 2024. Nenhum desses totais é aberto por prática, e não há como saber quantos procedimentos de crenoterapia o SUS registrou.

No turismo o quadro se repete com outra causa. No Cadastur do Ministério do Turismo o cadastro é obrigatório para meios de hospedagem, agências, parques temáticos e transportadoras, e opcional para parques aquáticos e empreendimentos de lazer. No quarto trimestre de 2024 havia 504 registros nessa categoria, dos quais 112 como parque aquático. É cadastro voluntário, não censo.

Junte as três pontas. O Global Wellness Institute diz que o Brasil fatura US$ 1,30 bilhão em termas em 2024 e não diz quantas são. A ANM registra a água desde 1945 e publica volume declarado, sem receita e sem auditoria. O Ministério do Turismo cadastra parque aquático por adesão. O oitavo maior mercado do mundo é um setor sem denominador.

Para quem constrói marca nesse terreno vale o que a amano descreveu em identidade territorial de marca: onde não existe medida pública, o lugar de origem precisa fazer o trabalho que o número não faz. A primeira operação brasileira de termas que publicar série própria, metodologia aberta e revisão anual não vai ganhar uma discussão de participação de mercado. Vai definir a régua em que a discussão acontece.

Um país que é oitavo do mundo num setor e não sabe dizer quantos estabelecimentos tem nele não possui um setor pequeno. Possui um ativo que ainda não foi escrito.

perguntas frequentes

qual é a posição do Brasil no mercado mundial de termas?

O Brasil é o oitavo maior mercado do mundo em termas e fontes minerais, com US$ 1,30 bilhão em 2024, segundo o Global Wellness Institute. Fica à frente de Áustria, Espanha, França e Suíça. É a terceira melhor colocação brasileira entre os onze setores medidos, atrás de beleza, quinto, e alimentação saudável, sexto.

quanto o Brasil produz de água mineral por estado?

Não existe série corrente. O capítulo de água mineral do Sumário Mineral da ANM tem ano-base 2017 como última edição. O recorte recente disponível é a planilha de produção por município com ano-base 2023, publicada dentro do procedimento de repartição da CFEM, e a própria agência avisa que os dados são declaratórios.

água termal e água mineral são a mesma coisa?

Não. O Código de Águas Minerais, de 1945, define água mineral pela composição química e classifica as fontes por temperatura, de fria a hipertermal. A Resolução ANM nº 193, de 27 de dezembro de 2024, consolida especificações apenas para águas minerais e potáveis de mesa. Termal aparece nela só em definições gerais.

o modelo termal brasileiro é igual ao europeu?

Não. O Global Wellness Institute descreve o modelo latino-americano como piscina termal e parque aquático, de uso recreativo. Em muitos países europeus, o banho termal é prescrito pelo sistema de saúde e reembolsável para certas populações e condições. É a mesma água em dois enquadramentos, e nenhuma fonte pública mede o efeito sobre preço e permanência no Brasil.

o SUS reconhece tratamento com água mineral?

Sim. Termalismo social e crenoterapia integram a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares desde a Portaria GM/MS nº 702, de 21 de março de 2018. O Ministério da Saúde registrou 10.071.944 procedimentos de práticas integrativas em 2025, mas não publica o recorte por prática.

Retrato de Marcus Yabe
sobre o autor

Marcus Yabe

sócio-fundador · estratégia e criatividade

Trabalha no encontro entre estratégia, comunicação, negócios, conteúdo e relações. Foi CEO do LIDE Paraná, diretor executivo da Paraná Business e publisher da TOPVIEW.

fontes
  1. Global Wellness Institute. Global Wellness Economy Monitor 2025, novembro de 2025, dados de 2024, capítulo Thermal/Mineral Springs.
  2. Agência Nacional de Mineração. Sumário Mineral Brasileiro 2018, capítulo Água Mineral, ano-base 2017, autoria de Doralice Meloni Assirati.
  3. Agência Nacional de Mineração. Produção mineral brasileira bruta, por município, ano-base 2023, água mineral, planilha producao_agua.xlsx, dados até 15 de agosto de 2024.
  4. Agência Nacional de Mineração. Sumário Mineral 2025, ano-base 2024, 87 páginas, 18 substâncias.
  5. Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada. Decreto-Lei nº 7.841, de 8 de agosto de 1945, Código de Águas Minerais, texto da publicação original no Diário Oficial da União de 20 de agosto de 1945.
  6. Global Wellness Institute. Brazil's Wellness Economy Ranks #1 in Latin America-Caribbean Region, release de 9 de maio de 2024, dados de 2022.
  7. Agência Nacional de Mineração. Resolução ANM nº 193, de 27 de dezembro de 2024, publicada no DOU de 30 de dezembro de 2024, texto oficial no ANMlegis.
  8. Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, 3ª edição, 2026, item 2.3.28, Termalismo social e crenoterapia.
  9. Ministério do Turismo. Cadastur, prestadores de serviços turísticos, parque aquático e empreendimento de lazer, quarto trimestre de 2024.
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