amano · Global Shopping Futures · 2026

O shopping depois do shopping.

Um panorama global sobre como centros comerciais estão deixando de organizar apenas lojas, e passando a organizar tempo, cidade, serviço, cultura, comunidade e relacionamento.

11geografias investigadas
100+cases mapeados
42transformações estruturais
2025 a 26foco principal dos dados
01 · Tese

O shopping center não está desaparecendo. Está mudando de função.

Durante décadas, seu valor esteve concentrado em uma equação relativamente conhecida: localização, área locável, marcas, lojas-âncora e fluxo.

Essa equação continua importante. Mas já não explica sozinha por que alguns centros comerciais permanecem culturalmente desejados, economicamente produtivos e difíceis de substituir, enquanto outros, às vezes no mesmo mercado, começam a perder relevância.

Em diferentes partes do mundo, o shopping deixa de ser apenas um lugar que organiza lojas e passa a organizar tempo, relações, serviços, cultura, gastronomia, saúde, entretenimento, comunidade e cidade.

É a partir dessa transformação que este estudo organiza uma investigação global sobre o futuro dos centros comerciais.

Galeria, passagem, mesa e pequeno palco conectados por um fluxo dourado em um mesmo espaço
O futuro do centro comercial começa quando a loja deixa de ser a única forma de organizar o lugar.
antes do mapa · sete conclusões

O que a pesquisa permite afirmar antes de entrar nos detalhes.

01

O físico não desapareceu. A relevância está sendo redistribuída entre ativos fortes, diferenciados e capazes de reinvestir, e ativos genéricos que perdem razão de visita.

02

A bifurcação é mais importante que a média. Mercados aparentemente saudáveis podem conter, ao mesmo tempo, ativos quase cheios e propriedades em deterioração estrutural.

03

A âncora está mudando de loja para comportamento. Food, health, wellness, cultura, família, mobilidade e trabalho podem gerar recorrência que antes dependia de grandes lojas.

04

O shopping começa a ultrapassar suas paredes. Mixed-use, public realm, mobilidade e densificação deslocam a unidade estratégica de property para precinct.

05

Programação e novidade viram operação. Conteúdo, first stores, IP, eventos e calendário cultural deixam de ser campanhas isoladas e passam a sustentar descoberta e retorno.

06

Fluxo anônimo vale menos que relacionamento. Membership, audiência identificada, retail media e novas receitas ampliam a economia do ativo sem substituir a importância do aluguel.

07

Não existe um formato vencedor universal. No Brasil, especialmente, o desafio não é copiar Dubai, Chengdu ou Melbourne. É descobrir qual papel cada ativo tem legitimidade e economia para ocupar.

A pergunta mudou

Com quem um shopping realmente compete?

Talvez a resposta já não seja “com outro shopping”.

Um centro comercial disputa hoje o tempo das pessoas com restaurantes, parques, ruas comerciais, mercados, clubes, hotéis, museus, centros culturais, academias, arenas, plataformas digitais, delivery, streaming, viagens e com a própria casa.

Quando a competição passa de metro quadrado de varejo para tempo, atenção e desejo, a pergunta estratégica também muda.

GO

Por que alguém escolheria ir?

STAY

Por que permaneceria?

RETURN

Por que voltaria?

SHARE

Por que falaria sobre o lugar?

SPEND

Por que gastaria?

LIVE

Por que faria parte da vida cotidiana?

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O mapa completo começa aqui.

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